Já aqui falei da Alzira. Era criada dos meus vizinhos, em Moçambique. Dizia ter 18 anos mas não aparentava mais de quinze. Era franzina, de ancas estreitas, nádegas rijas e maminhas empinadas, com a pele muito macia, cor de chocolate. Tinha um rosto bonito, de olhos vivos e lábios carnudos, com um sorriso espontâneo e quase infantil que explodia em francas gargalhadas. Era muito alegre e maliciosa, mas ainda tinha a timidez de uma menina.
Fodi-a muitas vezes no seu quartinho ao fundo do quintal. Depois de me vir, gostava de ficar a conversar com ela, curioso de conhecer a sua vida de menina-puta. De início envergonhava-se com as minhas perguntas, mas quando lhe desatei a língua não se inibiu de me narrar toda a sua actividade sexual na vizinhança, entrando mesmo em pormenores, se eu insistia. Se lhe faltavam os termos em português para descrever as cenas, simulava-as com gestos obscenos e meneios sugestivos. Essas narrativas davam-ma tuza, e muitas vezes eram seguidas de segunda foda, que a Alzira, compreensiva, cobrava a meio preço.
A negrinha contou-me que nascera no mato numa família camponesa, e que ali crescera ajudando a mãe nas tarefas caseiras. Mas a comida escasseava, e, aos treze anos, o pai resolveu mandá-la para a cidade. Através de parentes, arranjou-lhe emprego a cuidar das crianças do engenheiro Boavida, um empresário português endinheirado.
Quando chegou à casa onde ia servir, a patroa, explicou-lhe as tarefas, com o cozinheiro a servir de intérprete, já que Alzira não falava português. Depois indicaram-lhe os seus aposentos, num minúsculo anexo ao fundo do quintal.
A partir de aí, de bata cor-de-rosa e lenço da mesma cor, empurrava o carrinho do bebé e entretinha a criança mais velha, no quintal da casa ou no parque do bairro. Comparada com as dificuldades da vida em casa do pai, a nova existência não era má. Comia duas vezes ao dia, tinha um quarto só seu, o trabalho era leve e a patroa não lhe batia. O patrão, sempre ocupado nos negócios, parecia nem dar pela sua existência.
Certa noite, ao voltar a casa, o engenheiro avistou luz na dependência da criada e admirou-se, por já ser tarde. Aproximou-se da pequena janela e, espreitando para dentro do quarto, avistou o corpo franzino da moça deitada na esteira, com as maminhas arrepiadas pelo fresco da noite, e a rachinha quase pelada ao fundo do ventre liso.
Num sobressalto o português afastou-se da janela e dirigiu-se a casa, mas a visão da negrinha toda nua nunca mais deixou de o tentar. Começou por tocar-lhe e a apalpá-la sempre que a mulher não estava por perto. Primeiro nos ombros e no pescoço, depois pelas costas abaixo até às nádegas, passando às maminhas e, por fim, à rata. Eram carícias apressadas, cima da roupa, e a miúda ia deixando, tanto por receio de ser despedida como por gosto pelas gorjetas que o patrão lhe dava, às escondidas.
Dias depois Alzira acordou com alguém a bater-lhe à porta. Levantou-se como estava, toda nua, e foi ver quem era, entreabrindo a porta. Era o patrão. Sem uma palavra, o português entrou, fechou a porta, apagou a luz e começou a despir-se, apressadamente. Era um homem alto e magro, de barriga saliente e de pernas finas, muito brancas e peludas. Usava bigode e uns óculos espessos que lhe ocultavam os olhinhos piscos.
Quando ficou nu, só de peúgas, agarrou na moça e arrastou-a para a esteira. A moça debateu-se um pouco, mas receando desagradar ao patrão, foi cedendo.
O português deitou-a na esteira, forçou-a a abrir as penas, e ajoelhou-se entre as coxas esbeltas. Às cegas, procurou a abertura da xana empunhando o caralho. Na penumbra, a miúda achou-o roxo e mirrado, comparado com os dos homens da sua aldeia que se banhavam no rio, e que ela espreitava em alvoroço, com as amigas.
Porém, apesar de fino, o pau do engenheiro estava bem teso, e rompeu por ela adentro, enterrando-se até meio à primeira estocada. Alzira não conteve um grito de dor, mas o patrão ignorou-a e continuou a empurrar, até encostar os tomates ao cu da miúda. A moça sentia-lhe o peso no peito, o bafo quente e avinhado no pescoço, e a piroca a devassar-lhe a passarinha, num rasgão repetido. Não durou muito. Instantes depois e engenheiro veio-se, soltando um ronco, e misturou a esporra ao sangue virginal. Logo a seguir levantou-se, vestiu-se e saiu sem dizer uma palavra, deixando alguns trocados em cima da mesa.
A cena repetiu-se muitas vezes. Uma noite por semana, mais ou menos, o patrão batia-lhe à porta, fodia-a no escuro e ia-se embora. A Alzira adaptou-se bem. Mal ele entrava, deitava-se na esteira, abria as pernas, passava um pouco de cuspe na ratinha, e recebia o pau. Enquanto o português se esfalfava todo na apressada cavalgada, ela permanecia fria e indiferente, e ia pensando no que poderia comprar com o presentinho que ele nunca deixava de lhe dar. Mal o português se vinha e se punha a andar, ela limpava a esporra com as calcinhas de nylon amarelo, ajeitava-se na esteira, e adormecia.
Uma noite, mal o patrão saiu, Alzira ouviu bater à porta. Pensou que fosse ele outra vez, e foi abrir, ainda toda nua. Afinal era o Tomás, o moleque que fazia o serviço de limpeza lá na casa. Tinha visto o engenheiro a entrar ali, e fora pôr-se à espreita. Sem rodeios, foi direito ao assunto:
- Aquilo que dás ao patrão, tens que me dar a mim. Senão, conto à senhora
E já fechava a porta atrás de si, atirando-se à miúda com sofreguidão, aos beijos e apalpões. Ela ainda resistiu, tentando afastar-lhe os lábios e as mãos, mas foi deixando, com medo das ameaças. Quando o Tomás tentou levá-la para a esteira, fez-se rogada, mas o rapaz perdeu a paciência. Encostou-a à parede, baixou as calças, empunhou a pau já duríssimo, e, flectindo os joelhos, enfiou-lho de baixo para cima.
A Alzira ainda tinha a rata alagada, a escorrer leite do patrão, e o caralho do moleque, apesar de grosso, entrou por ela dentro até aos colhões. Sem preliminares, o Tomás fodeu-a com valentes bombadas que lhe levantavam os pés do chão e a escanchavam toda.
A cada investida os lábios da cona largavam golfadas de esporra, que deslizavam pelos tomates do moço e escorriam, junto com o suor, pelas coxas sólidas. O rapaz foi desferindo bombadas, cada vez mais fortes e mais rápidas, projectando as costas ossudas da pequena contra a parede suja, a cada golpe de rins que lhe dava.
- Toma lá, sua puta! Isto não é a minhoca do patrão. Isto é caralho mesmo!
A princípio a Alzira ficou indiferente, e fugia-lhe com a boca aos beijos, fazendo votos que se viesse rápido. Porém, aos poucos foi gostando daquele rolo de carne dentro dela, daquela posse bruta, daquela tuza juvenil. Naquela posição, o pau roçava no grelo, e o prazer foi-se apossando dela. Em breve, mesmo sem querer, sentiu a rata humedecer e abrir-se, e pôs-se a jeito para levar melhor. O Tomás acelerou ainda mais a cadência. Soltou um grito abafado, retesou-se, e depois desferiu uma série de bombadas curtas, e quedou de vez, despejando na miúda toda a esporra que tinha nos colhões. Agarrou-se muito a ela e colou-lhe a boca ao ombro macio, num misto de dentada e beijo.
A Alzira ainda ficou um momento suspensa entre o rapaz e a parede, mas o membro foi vergando, e ela voltou a pousar os pés no chão, com a cona a escorrer. O Tomás puxou as calças para cima e saiu, com uma breve despedida.
A Alzira não respondeu. Acendeu a luz, sentou-se na esteira de pernas abertas, e inclinou-se para a frente a observar a rata toda arrombada, alagada dos leites misturados do patrão e do criado. Devagar, passou os dedos sobre as bordas inchadas de foder, espalhando a esporra, e pôs-se a bater uma sirica.
(2)
Na primeira parte desta narrativa contei como a negrinha Alzira era comida pelo patrão português e como, sob chantagem, passou a dar também para o moleque Tomás. O engenheiro Boavida ela suportava, por ser seu patrão e por dar gorjeta depois de foder; mas o moleque era demais. As fodas com rapaz negro eram mais cansativas, e não rendiam nada. Sem saber o que fazer para se livrar dele, a moça resolveu queixar-se ao Cuca, o velho cozinheiro.
O homem ouviu com atenção e prometeu que ia resolver o caso. O certo é que, de aí em diante, o moleque a deixou em paz. Em contrapartida, o Cuca ficou vivamente interessado, e passou a tratá-la com atenções especiais, servindo-lhe doses melhoradas, às refeições.
A criadita era esperta, e começava a conhecer os homens e a saber como tirar partido da tuza que lhes inspirava. Quando o Cuca lhe serviu mais uma coxa de frango, a Alzira abriu as dela, e até se pôs a jeito, deixando que os dedos do velho lhe coçassem a racha por cima das cuecas.
Poucas noites depois, tinha o Cuca a bater-lhe à porta. O cozinheiro entrou apressadamente, recomendando silêncio, com um dedo sobre os lábios:
- Chut! Não fales. Os patrões ainda estão acordados.
A Alzira não respondeu, e foi-se encaminhando para esteira, fazendo menção de se deitar. Porém, o Cuca temia ser descoberto, e optou por um serviço mais rápido.
- É melhor fazeres broche.
- Fazer o quê?
- Fazer broche. Chupar?
- Chupar o quê?
- Chupar o caralho, porra!
A Alzira nunca tinha feito uma mamada. Para o engenheiro e para o Tomás, sexo era só meter na cona e esporrar, sem mais floreados. Porém, já tinha ouvido outras moças falar disso, e percebia que mais cedo ou mais tarde lhe caberia a vez de chupar um caralho. O Cuca percebeu e, em voz baixa, foi-lhe dando instruções.
Seguindo as directivas do cozinheiro, a Alzira ajoelhou e agarrou no pau, punheteando com a mão direita e apalpando as bolas com a esquerda. O Cuca era circunciso, e o tinha um pau curto com um grande cabeçorra, como um cogumelo dos livros infantis. As carícias inexperientes fizeram maravilhas, e em breve o cozinheiro estava de pau teso e pança empinada, respirando pesadamente. Sempre seguindo as suas ordens, a criadinha tomou entre os lábios a glande e pôs-se a mamá-la, enquanto continuava a acariciar os tomates. O Cuca empurrou-lhe a nuca e ela conseguiu engolir o caralho todo, e desatou a chupar, como uma cadelita na teta da mãe. O cozinheiro, de mãos firmadas na cabeça da miúda, ia repetindo baixinho:
- Chupa! Chupa todo! Chupa que é do Cuca, minha filha.
E ela chupou. Tanto e tão bem que o cozinheiro não tardou a vir-se, largando-lhe na boca a carga toda. O primeiro jacto apanhou-a de surpresa. As contracções do pau e o gosto da esporra causaram-lhe um vómito, mas conseguiu reprimi-lo. Quando acabou de gozar, o Cuca sacou o caralho da boca da miúda, guardou-o nas calças e saiu, tão depressa como chegara, depois de espreitar cautelosamente, a confirmar que a via estava livre.
A partir dessa noite, a Alzira passou a ter sexo com o velho cozinheiro. A bem dizer o Cuca nunca a fodeu. Receando ser surpreendido, não se despia nem queria deitar-se, por ser demasiado gordo para se levantar com presteza, caso alguém aparecesse. Quando os patrões saíam, chamava por ela e era nos mais variados esconderijos da casa que lhe dava o pau a mamar. Enquanto as crianças dos patrões brincavam na sala ao lado, a miúda chupava-o mesmo ali, na cozinha, meio encoberta pelo fogão. Ele vinha-se com meia dúzia de chupadas, recolhia o caralho, baixava o avental, e regressava às panelas. A Alzira cuspia a esporra na jarra de flores mais à mão, limpava os lábios à saia da bata, e saía a correr, a mudar a fralda ao bebé, que entretanto já berrava há um bom bocado.
Depressa a negrinha percebeu que podia tirar lucros dos seus encantos, e quando eu a conheci já ela fazia uns biscates de puta. Duas ou três noites por semana, depois dos patrões apagarem a luz do quarto, a negrinha ia encostar-se ao muro, num lugar mais escuro, debaixo de uma acácia. Cantarolando, ali ficava à espera dos raros passantes. Apesar da sua inexperiência, despertava o desejo dos homens. Não os chamava, mas sustentava o olhar se algum, ao passar, a encarava.
- Boa noite – arriscava o homem.
- Boa noite – respondia ela.
- Estás a apanhar fresco?
- É.
Pausa. Ele insistia:
- Não queres companhia?
- Depende.
- Depende de quê?
- Depende do que você me der.
A maioria dos clientes era criadagem da vizinhança, homens do mato que trabalhavam na cidade, longe da família. Tinham pouco dinheiro mas muita tuza. Ao fim de um mês na putice, a Alzira já contabilizava seis punhetas, três broches e uma foda. Mesmo com um ou outro desconto – porque a Alzira era generosa – sempre ia amealhando algum dinheiro. Para ela, era uma fortuna.
As punhetas, fazia-as mesmo ali. Os homens entravam no quintal, pagavam, tiravam o pau para fora e ela batia-lhes uma, até se esporrarem para cima do canteiro. Para o broche, ajoelhava e chupava a coberto do muro, enquanto o cliente permanecia de pé, disfarçando, e às vezes trocando um boa-noite com alguém que passava.
Foda mesmo era mais raro, porque a maioria dos negros não tinha dinheiro para tanto. A primeira que deu foi com o Silvério, jardineiro nas redondezas. Chegados à dependência, a Alzira despiu apenas a calcinha e deitou-se na esteira completamente vestida, com as saias arregaçadas, à espera.
O Silvério correu o fecho do macacão e ficou nu diante dela. Era um homem grande e musculoso, de barba cerrada e pentelheira a condizer, coroando um caralho grande e pesado, e um enorme par de colhões. A miúda agarrou na tranca, já bem tesa, e sentiu-lhe as veias salientes, a cabeçorra e os grandes sacos. Era o maior caralho que tivera nas mãos. Uma vez mais, sabia que mais cedo ou mais tarde lhe caberia a vez de levar com um assim. Cuspindo na mão, molhou a entrada da cona e apartou-lhe os lábios, enquanto com a outra mão ia guiando o avanço do homem.
Ele não se apressou e meteu devagar, aos poucos. Bombeou muito tempo, sem pressas, com os colhões a balouçar, marcando a batida da foda na bunda da moça. Depois de se vir, caiu para o lado e adormeceu, e a Alzira teve que o abanar para o pôr na rua.
Ao contar-me estas cenas, ela ria, maliciosa, e eu também. Adorava aquelas conversas, que quase sempre acabavam em foda. Tive pena quando, certo dia, me disseram que fora despedida. Mais tarde, soube que a patroa, avistando vultos no quintal, fora espreitar, e deparara com a babá dos seus meninos a chupar um caralho que lhe pareceu descomunal.
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