para masturbar insónias

Posts com Tag ‘infedilidade’

Frouxo

In Dödòi, estórias, narradora on 08/09/2009 at 03:42

Na pontinha da cama, com a ponta dos pés no chão, toda aberta, sanduichada. Por baixo, na minha buceta, o de pau menor. Por cima, enterrando na minha bunda, o maior. Pedido meu. É o mais doce sofrimento que existe. Bem grande. E inclemente. Não é nada fácil. Choro, esperneio, suspiro, grito, arranho, xingo, mas não fujo. Gosto. Se fosse não me dava tanto tesão. Um tesão absurdo, de fazer eu ter certeza achar de que a vida tem sentido, um único sentido: foder. Ou ser bem fodida.

Tivesse um terceiro, na boca, seria a glória. Não tinha. Se fossem quatro, divino.

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Mulher de amigo meu para mim é homem…

In estórias, narrador on 21/07/2009 at 01:00

Bem… Trabalho numa empresa multinacional de alimentos, quando comecei a trabalhar nessa empresa era na produção, onde fiz grande amigos, depois que comecei a fazer faculdade fui promovido ao cargo de supervisor de produção. Tenho um amigo Roberto que trabalhava comigo e depois de algum tempo como supervisor o promovi como líder de seção, passado algum tempo ele casou com Márcia, que trabalhava em outro turno, que até então eu não conhecia e depois de casada passou a trabalhar no mesmo turno nosso, à noite. Read the rest of this entry »

Inquietudes: Gozos e inocência

In Dödòi, narradora on 31/05/2009 at 03:33

Comecei a despertar um pouquinho mais tarde que o habitual, por culpa do sol. Manhã de domingo, linda e radiosa, de um azul profundo, daqueles que ampliam a imensidão do existir e se subvertem e reduzem o ser-e-estar no mundo à mais gostosa preguiça. Pra quê despertar quando não se quer e nem se precisa? Pra quê outra realidade se não esta linda e preguiçosa e ensolarada manhã de domingo. Inda mais sozinha, eu e eu, mais ninguém. Nada pra pensar e nenhuma razão para deixar a razão chegar. E aonde a razão não chega a sensatez nem se aproxima. Porque não quero ser sensata. Difícil de entender, fácil de intuir, porque o sol, gentil e generoso, ao me acordar, foi muito indecente e saliente, ao lamber-me as coxas gostosamente, e a mente gostosa não mente diante do indecente. E que se fodam as rimas, porque ser lambida pelo sol, indecentemente, torna a mente gostosamente indecente.

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A vingança da grávida

In amigaço, narradora on 20/03/2009 at 20:56

Mulher traída, mulher traidora, a resposta habitual na versão de amigaço.

Há coisas que fazemos e que não deveriam ser contadas. Mas há dentro de nós um desejo de vingança, que, quando cumprida, não conseguimos calar, pois nos parece incompleta se não for divulgada aos quatro cantos. A vingança é um prato que se come frio, mas não deve ser comido sozinho e em silêncio.

Casei-me com o Antero há dois anos e minha mãe avisou-me que não teria uma vida tranquila, pois todos conheciam a fama de mulherengo que ele carregava. Mesmo assim resolvi enfrentar o desafio, convencida de que conseguiria mudar-lhe o comportamento, através do amor que sentia por ele. Durante o primeiro mês de casamento ele portou-se como um marido razoável e eu fui feliz, não posso negar.

É verdade que ele não era exatamente aquilo que se esperava de um garanhão, embora esse tenha sido um dos motivos de o ter escolhido entre vários. Devido à fama de conquistador, eu acreditava ser um amante maravilhoso, dono de uma ferramenta soberba e incansável. Nem tanto. Desde a adolescência eu sempre fui uma fogosa rapariga que, embora virgem, não me cansava de me foder com os dedos, diariamente, esperando aflita que o local fosse, um dia, preenchido por algo bem mais apropriado. Read the rest of this entry »

O cigano

In amigaço on 18/03/2009 at 10:47

Mulher com homem paralisado em casa, tem um encontro no quintal.

Dona Marta estendia os lençóis no varal enquanto observava o marido inerte, na cadeira de rodas , ao lado da porta dos fundos . O médico havia dito que um pouco do sol da manhã não lhe faria mal. Havia já dois anos que praticava aquela rotina de viúva de marido vivo. Após a isquemia cerebral que o deixara paralítico e cego, o marido se transformara num vegetal . Era assim que o via, não sem dor no coração. Até que fora um homem bom e cumpridor, mas agora  olhando-o… era apenas um fardo pesado.

Sentia saudades da vida que tinham há dois anos… muitas saudades… principalmente… Read the rest of this entry »

A camareira

In estórias, narrador on 25/02/2009 at 17:35

Eu havia acabado de chegar de viagem, tendo seguido direto para o hotel, e só pensava em tomar um bom banho e descansar a tarde toda, para à noite conhecer a cidade. Por volta das duas e meia ouço um batido na minha porta. Saí então do banho, enrolado na toalha e fui ver quem era. Pelo olho mágico pude ver uma linda camareira, morena clara, baixinha, magrinha com um lindo corpo, seios pequenos e suculentos, um uniforme que realçava toda a sua sensualidade.

Mil ideias se passaram na minha cabeça só no tempo que levei abrindo a porta. Ela então sorriu pra mim e perguntou: “Boa tarde senhor, vai querer arrumação do quarto hoje?” Read the rest of this entry »

Confissões da Vovó

In estórias, narradora on 20/02/2009 at 00:20

Uma jovem, depois de apanhar a mãe em flagrante, ainda escuta uma confissão muito especial da avó.

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Estava em um táxi retornando a São Paulo totalmente chocada. Há cerca de vinte minutos havia estado no sítio de veraneio da família. Pretendia fazer uma surpresa para minha mãe, mas como diz o ditado “quem tenta fazer surpresa pode ser surpreendido”.

Meu nome é Renata, tenho 24 anos, sou filha única e todos, familiares e amigos, me chamam de Renatinha. Sempre fui muito tímida e corava com o menor sinal de malícia. Mamãe, declarando-se extenuada com as últimas atividades religiosas que realizara (bazar), resolveu recolher-se em nosso pequeno paraíso. Convidou-me a acompanhá-la, já que estava desempregada, mas considerei que poderia ter uma crise de depressão recolhida em lugar tão bucólico onde até os grilos parecem ter preguiça de emitir sons.

Agora minha cabeça fervilhava. Mamãe insistira muito em saber se eu não mudaria de ideias indo encontrá-la em poucos dias e eu dissera que não havia a menor possibilidade. Contudo, bastou dois dias sem a presença dela e o tédio tomou conta. Resolvi, então, ir e tive a infeliz ideia de “fazer uma surpresa”. Estava meio impaciente, por isso resolvi não dirigir. Fui até a rodoviária, comprei passagem do ónibus que partiria vinte minutos depois. Desembarcando no centro da pequenina cidade, tomei um táxi que me deixou em frente ao portão da bela propriedade e entrei em silêncio. Read the rest of this entry »