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Minha Vizinha

In Pedro Neto on 14/08/2009 at 04:09
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Estou vivendo uma aventura espetacular nos últimos meses e gostaria de dividir com vocês. Tenho 18 anos, sou bonito sem ser um Deus. Moro com meus pais já bem mais velhos em um prédio de dois apartamentos por andar, onde a cozinha e área de serviço de ambos os apartamentos dão para um pátio interno. E como a distância é de menos de 10 metros, de uma cozinha à outra é possível ver tudo na cozinha do outro. No apartamento ao lado mora um casal com dois filhos pequenos. É sobre ela este conto. Ela tem 35 anos e é uma gata. Morena, com o cabelo muito negro na altura do ombro. Olhos negros que brilham que nem faíscas. O corpo é uma delícia, pernas lindas, bundinha durinha e nem grande e nem pequena, os peitinhos durinhos. Ela não trabalha e eles não têm empregada fixa, só uma faxineira eventual. Isto para dizer que ela fica em casa o dia todo. Fora de casa ela se veste de uma maneira sexy, mas discreta e não é daquelas de enlouquecer operário de obra. Mas em casa é outra coisa. Ela está sempre de shortinho de lycra coladinho e bem pequenininho marcando a calcinha mínima e blusinhas bem soltas. À noite ela está sempre de camisola ou baby doll transparente e calcinhas rendadas e cavadas. Read the rest of this entry »

Inquietudes: Gozos e inocência

In Dödòi, narradora on 31/05/2009 at 03:33

Comecei a despertar um pouquinho mais tarde que o habitual, por culpa do sol. Manhã de domingo, linda e radiosa, de um azul profundo, daqueles que ampliam a imensidão do existir e se subvertem e reduzem o ser-e-estar no mundo à mais gostosa preguiça. Pra quê despertar quando não se quer e nem se precisa? Pra quê outra realidade se não esta linda e preguiçosa e ensolarada manhã de domingo. Inda mais sozinha, eu e eu, mais ninguém. Nada pra pensar e nenhuma razão para deixar a razão chegar. E aonde a razão não chega a sensatez nem se aproxima. Porque não quero ser sensata. Difícil de entender, fácil de intuir, porque o sol, gentil e generoso, ao me acordar, foi muito indecente e saliente, ao lamber-me as coxas gostosamente, e a mente gostosa não mente diante do indecente. E que se fodam as rimas, porque ser lambida pelo sol, indecentemente, torna a mente gostosamente indecente.

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Meu marido, Cláudio e eu

In RR Fragoso, narradora on 08/05/2009 at 20:20

O marido trás um amigo. Agora vão ser três.

Eram quase oito e meia da noite quando Paulo chegou. Veio acompanhado de um amigo de trabalho, o Cláudio. Ele já tinha me falado desse amigo, mas não tinha tido o prazer de conhecê-lo até então. Pude observar em sua mão uma maleta que parecia cheia com alguma coisa. Mas para não ser enxerida, nada perguntei.

- Oooiiii amor.

- Oi meu bem.

- Conhece o Cláudio?

- Só de nome. Prazer.

- Muito prazer.

Ele era um homem, alto, bonito, muito elegante e foi bastante educado.

- O Cláudio vai jantar conosco. Read the rest of this entry »

A esposa do Senhor Coronel

In A Alves, narrador on 01/03/2009 at 07:07

Alves é um sobrevivente, entre a literatura do papel portuguesa e a digitalizada, acho eu. Aqui o soldado que come a esposa do chefe militar, o impedido que não se impede…

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– Que cambada!… Corja de malandros!…

E entre dentes desabafou:

– Filhos de puta!…

– Essa fanfarra parece uma banda de tuberculosos!… Sargento Martins, Capitão Pizarro, quero ver essa merda afinada. Não saem da parada enquanto isso não sair como manda a puta da “sapatilha”.

Ao ouvir aquela besta barriguda que apostrofava assim todo o regimento em parada, eu virei-me para o meu amigo Botas e comentei:

– Foda-se pá! Foi para aturar este animal que me foste desencantar ao CAC3?

Ele riu-se e acalmou-me:

– Não vais arrepender-te; verás que o touro só é bravio aqui no quartel e para a pascácia da mulher, de resto, se tiveres lábia, vais levá-lo ao “cabresto”, e olha que quem te diz isto é este teu amigo que se livrou da guerra colonial.

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Confissões da Vovó

In estórias, narradora on 20/02/2009 at 00:20

Uma jovem, depois de apanhar a mãe em flagrante, ainda escuta uma confissão muito especial da avó.

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Estava em um táxi retornando a São Paulo totalmente chocada. Há cerca de vinte minutos havia estado no sítio de veraneio da família. Pretendia fazer uma surpresa para minha mãe, mas como diz o ditado “quem tenta fazer surpresa pode ser surpreendido”.

Meu nome é Renata, tenho 24 anos, sou filha única e todos, familiares e amigos, me chamam de Renatinha. Sempre fui muito tímida e corava com o menor sinal de malícia. Mamãe, declarando-se extenuada com as últimas atividades religiosas que realizara (bazar), resolveu recolher-se em nosso pequeno paraíso. Convidou-me a acompanhá-la, já que estava desempregada, mas considerei que poderia ter uma crise de depressão recolhida em lugar tão bucólico onde até os grilos parecem ter preguiça de emitir sons.

Agora minha cabeça fervilhava. Mamãe insistira muito em saber se eu não mudaria de ideias indo encontrá-la em poucos dias e eu dissera que não havia a menor possibilidade. Contudo, bastou dois dias sem a presença dela e o tédio tomou conta. Resolvi, então, ir e tive a infeliz ideia de “fazer uma surpresa”. Estava meio impaciente, por isso resolvi não dirigir. Fui até a rodoviária, comprei passagem do ónibus que partiria vinte minutos depois. Desembarcando no centro da pequenina cidade, tomei um táxi que me deixou em frente ao portão da bela propriedade e entrei em silêncio. Read the rest of this entry »

Aconteceu numa Escola de Freiras

In estórias, iniciação sexual, virgens on 12/02/2009 at 18:00

Uma freira virgem que deixa de o ser, um espectador que vira participante, uma estória que tinha na lista de espera e que o seu autor propôs para que aqui a publicasse, sinal que esta página começa a chegar aos seus destinatários. É já a seguir.

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O que tenho a contar, presenciei alguns dias atrás, e, desde então tenho estado com minha mente perturbada e meu sangue em ebulição e fogo – como sussurros e suspiros flamejantes de demónios nascidos no inferno. Se entro em meu quarto, no silêncio as imagens invadem a minha mente, fazem-se vividas e intensas, intumescem o meu pénis e, lançando-me nos mais tórridos delírios, me obriga a punhetas desesperadas. Lembro-me cada detalhe do que vi: as coxas brancas, as penugens claras da boceta, o rabo empinado quando ela punha as mãos sobre a mesa e ficava na ponta dos pés para ser fodida, comida, arrombada. E os gritos: ah, como ela gritava, gozei somente ouvindo aqueles urros animalescos de puta. Eu sou Amante R e vou contar a minha história. Read the rest of this entry »

Férias de Verão

In narrador, xicuembo on 09/02/2009 at 12:10

Os miúdos às vezes ficam-se por ver como as coisas correm bem aos outros.


Este é o meu primeiro conto, se é que se pode falar de contos quando se trata de narrativas, evocações, memórias de factos reais. Começarei por relatar um episódio ocorrido há muito tempo, quando eu, adolescente dos meus 17 anos, passava as férias de Verão numa praia, em Portugal. Éramos um grupo de uma dúzia de jovens, entre irmãos, primos e amigos. Tínhamos montado as tendas junto às dunas, na Zambujeira do Mar, e ali ficámos todo o mês de Agosto. Read the rest of this entry »

Surpresa na praia

In estórias, narrador on 08/02/2009 at 10:06

Uma estória curta, uma situação insólita: dois casais acabam a aproveitar as iniciativas um do outro.

Era um dia quente de Primavera e resolvemos ir até a praia fazer um piquenique. A minha mulher vestiu o seu pequeno macaco de ganga e disse para eu levar a máquina fotografica porque queria ser a minha modelo. Ela tem 28 anos e é muito bonita. Aquele macaco curtinho deixa adivinhar os contornos das suas belas mamas e deixa ver um pouco do seu rabo.

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Na cama com o filho

In estórias, incesto, narradora on 27/01/2009 at 14:12

Mais uma estória de incesto: Carla Maria conta-nos como lá foi parar.

Bom dia. Começo por me apresentar, sou a Carla Maria 44 anos, divorciada à 9, sou professora numa escola do Porto, tenho um filho de 21 anos que está no ultimo ano da Faculdade de Engenharia, vivemos os dois juntos. Não sou nenhum modelo de passerelle mas considero-me uma mulher ainda bastante desejável e que ainda provoco tesão a muitos homens. Nunca pensei é que um desses homens fosse o meu filho. Read the rest of this entry »

O Beco

In estórias, narradora on 14/01/2009 at 02:53

Me chame de Hera
Ao voltar para casa do trabalho, sempre passo em frente a um beco que me dá arrepios. Escuro, frio, um lugar sombrio, mas que também aguça minha imaginação. Sempre ouvia casos de assaltos, estupros, casais de namorados fazendo sexo e coisas do tipo.
Outro dia, passando por lá, ouvi gemidos, ais, gritinhos que me chamaram a atenção. A princípio pensei ser coisa da minha imaginação, mas ao me aproximar, vi que havia 2 pessoas, um homem e uma mulher.
Ela estava encostada na parede, com os braços levantados e ele estava em frente a ela, ajoelhado. O beco era iluminado apenas por uma fraca luz que um morador colocou em seu muro, a visão ficava turva. Read the rest of this entry »

Descobri que sou corno

In estórias, narrador on 01/01/2009 at 17:31

E decidiu tomar-lhe o gosto. Uma narrativa algo atabalhoada,  o que também lhe dá um toque de realismo.

Pois foi descobri que sou corno, já há algum tempo que desconfiava disso mas só há 3 meses tive a confirmação. Sou casado com uma mulher muito boa, 4 anos mais jovem que eu eu, tenho 40 e ela 36, desde à uns 2 anos que desconfiava que alguma coisa se passava, eram mensagens que ela nunca lia à minha frente, chamadas que ela não atendia quando eu estava, trabalho fora de horas, coisas que levantam duvidas. Fui tendo atenção ao que se passava, há uns 3 meses ela teve de ir passar 2 dias a casa da mãe que estava doente, eu fiquei em nossa casa. Read the rest of this entry »

Deidre: Confortável

In Deidre, autores, tradutor on 28/12/2008 at 15:58

Outra estória de Deidre. O imprevisto é o que não é previsível que aconteça.  Mas acontece…

Vivia com a minha namorada e a mãe. Kate, a mãe de Jane, é uma mulher conservadora, mas pareceu aceitar há muito tempo que Jane é sexualmente activa, e embora se perceba que quer que o casamento avance, trata-me bastante bem. Jane e Kate são um bocado parecidas, com os cabelos castanhos (quase pretos) pelos ombros, e o mesmo peso. Têm ambas boa aparência embora Kate tenha um pouco mais de peito. Se me perguntarem, tenho de admitir que Kate é atraente, mas nunca me apercebi que tenha saído com alguém, dado a sua natureza conservadora, que não é muito virada para esse lado. Read the rest of this entry »

A esposa do Sr. Coronel

In Sem categoria on 26/12/2008 at 17:20

No género memórias da tropa, bem escrito, foi roubado a Aníbal Alves.

– Que cambada!… Corja de malandros!… – E entre dentes desabafou:

– Filhos de puta!…

– Essa fanfarra parece uma banda de tuberculosos!… Sargento Martins, Capitão Pizarro, quero ver essa merda afinada. Não saem da parada enquanto isso não sair como manda a puta da “sapatilha”.

Ao ouvir aquela besta barriguda que apostrofava assim todo o regimento em parada, eu virei-me para o meu amigo Botas e comentei:

– Foda-se pá! Foi para aturar este animal que me foste desencantar ao CAC3? – Ele riu-se e acalmou-me:

– Não vais arrepender-te; verás que o touro só é bravio aqui no quartel e para a pascácia da mulher, de resto, se tiveres lábia, vais levá-lo ao “cabresto”, e olha que quem te diz isto é este teu amigo que se livrou da guerra colonial. Read the rest of this entry »

Deidre: Sonho

In Deidre, narradora, tradutor on 06/05/2008 at 13:33

Admito-o! Espreitara pela janela da frente. Os nossos vizinhos estavam a pintar a casa, e eu observava o rapaz a fazê-lo. Pareceu-me ser um rapaz da escola, fazendo uns biscates nos tempos livres. Estava calor e ele não tinha nada vestido para além dos calções. Olhei fixamente a forma bronzeada das suas costas. Imaginei que pertencesse a alguma equipa desportiva – tinha o corpo adequado, mas não me pareceu que o tivesse obtido a trabalhar. Perguntei-me se teria uma namorada entre as suas colegas.

Tinha alguns trabalhos para fazer no jardim da frente. Estava imenso calor, demasiado calor para se trabalhar. O rapaz devia precisar mesmo do dinheiro. Vesti um biquíni e uns calções.

Saí disposta a arrancar algumas ervas daninhas. Não podia observá-lo enquanto trabalhava sem se tornar óbvio que o fazia, e pensei se não fizera melhor em ter ficado dentro de casa para o poder ver melhor. Pensei se ele já tinha reparado em mim, ou se já me estaria mesmo a observar. Posso ter mais 15 anos do que ele, mas não fico nada mal de biquíni.

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